domingo, 15 de novembro de 2009

Ficção com toque de Realidade Vitual.

O que nossa comunidade acharia de uma cidade sem crimes, onde meliantes podem ser detidos antes de cometer uma infração? – Séria perfeito! Responderia qualquer um de nós.
O filme de ficção cientifica Minority Report, lançado em 2002 é baseado no livro de mesmo nome, escrito por Philip K. Dick e publicado em 1956. O filme é uma narrativa futurista de uma sociedade sem crime.
A divisão Pré-crime faz parte da Elite da Policia do futuro. O controle da criminalidade é feita por paranormais chamados de Precogs, humanos com o “Don da Visão”. Unidos por um tanque, eles têm visões de futuros assassinados, que podem ser vistos pelo Pré-crime através de equipamentos digitais de alta tecnologia.
Assim no ano de 2054 o controle de homicídios deixava a sociedade mais segura. Pois os suposto assassinos eram presos antes da execução do ato. Uma sociedade mais segura, o sonho de qualquer cidadão do nosso mundo real. Porém toda essa ideia de segurança traz junto o fato da ausência de liberdade e do livre arbítrio.
No filme, o sistema do pré-crime é considerado totalmente confiável sem hipóteses de falhas. A premonição era obtida e o assassinato era impedido pela equipe do sistema. O filósofo Norbert Wiener designava a tecnologia como aliada da humanidade. A utopia da sociedade da informação transformaria o mundo. Para Wiener, as máquinas são equipamentos programados, trabalham corretamente, não erram. Contudo quem o desenvolveu foi o homem. Onde há uma mão humana pode haver uma falha, pois a falha é um problema do homem.
Assim no desenrolar do filme surge esta questão. Será o Sistema Pré-crime, perfeito? Criado pela mão humana e sem falhas! Afinal os três pré-cognitivos com o “Don da visão” acima de tudo, são humanos.
A mais sensitiva precog Agatha tem a visão que o líder da equipe de policiais John Anderton (interpretado por Tom Cruise) matará um homem em menos de 36 horas que, para ele, é desconhecido. Anderton analisa cada imagem perplexo pela cena e pela primeira vez coloca em dúvida a confiança que tinha no sistema. A garantia de que ele podesse não matar o desconhecido e afirmar que o poderoso pré-crime tinha uma falha.
A paranormalidade dos precogs age com relação ao tempo/ espaço. As visões mostram a hora e o local exato do que irá acontecer. O futuro real é virtualizado das mentes para o sistema, podendo ser acessado a qualquer momento. A Ruptura do espaço tempo é surpreendente e a não existência da liberdade é comprovada pelo mundo pós-humano do filme.
O policial John Anderton precisava entrar nos arquivos do programa pré-crime. Sendo um suposto assassino, a equipe do pré-crime estava atrás dele, não podendo mais voltar a seu ex local de trabalho para investigar. Na sociedade pós moderna todas as pessoas são ligadas em um sistema através da imagem de retina. Não há como se esconder, qualquer um pode ser localizado a qualquer momento, bancos, restaurantes, empresas, estações de trem, tudo é vigiado. Então, ele se obriga a fazer um transplante de corneas e voltar aos sistema.
Quanto mais evoluímos em tecnologia, mais nos prendemos e dependemos dela. Nos afastamos do corpo físico e espiritual e nos unimos à máquina. A vida fica menos intima e mais esposta ao mundo. Nos tempos atuais isso já é possível de visualizar. A internet nos conecta com todo o mundo. Sites de blogs e orkut apresentam um pouco da vida de cada usuário, a personalidade, as amizades e a família. Enfim, o filme Minority Report é uma ficção com um toque de Futura Realidade Vitual.

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